quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Por toda minha vida
O ano mais difícil da minha vida. (para não dizer, o mais doloroso, o mais idiota e o pior de todos)
Não vou refletir ou divagar sobre este ano aqui. Que fique registrado a primeira frase desse texto para sempre. E a música abaixo, dedico ao amor de muitas vidas, Seu José Graciano, meu Pai, meu Avô, meu Vida... Feliz Ano Novo!
Toda vez que ouço, me emociona muito, principalmente agora que possui um significado maior...quando ele completou 70 anos, fizemos várias homenagens graças a Deus conseguimos homenageá-lo ainda em vida...Eu e minha prima cantamos no dia 20 de dezembro de 2005, às 0h acompanhadas de um violão, Como é grande o meu amor por você...
Além dessa, há outra do Tom que resume todo o meu amor....
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
Tom Jobim
Tom Jobim
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Chegadas e Partidas | Dezembro de 2012
Chegadas e Partidas | Dezembro de 2012
Procuro uma alegria
uma mala vazia
do final de ano
e eis que tenho na mão
- flor do cotidiano -
é voo de um pássaro
é uma canção.
Carlos Drummond de Andrade, 1968
O verso presente no início desta publicação foi tirado de um dos Poemas de Dezembro de Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro que retratou de uma forma simples e reveladora, este mês que encanta gerações e transcende espiritualidade. No cinema não seria diferente, houve algumas perdas e uma entrada que vai com certeza transcender gerações.
Mas nem só de chegadas vive a sétima arte. No dia 20 deste mês faleceu, por decorrência de um câncer, a atriz brasileira Thelma Reston. Aos 73 anos, Reston atuou em teatro, televisão e cinema, mídia na qual participou de 40 produções, entre elas, “Terra em Transe” (1967) de Glauber Rocha, O “Homem Nu”(1968 / 1997), “Lua de Cristal” (1990), “Brás Cubas” (1985) e “O Vampiro de Copacabana” (1976), porém o personagem que lhe cedeu verdadeira notoriedade foi Dona Aracy, a Gorda de “Os Sete Gatinhos”(1980), filme brasileiro dirigido por Neville d’Almeida, que por sua vez contou com roteiro baseado em uma obra da mente brilhante e incompreendida de ninguém menos que Nelson Rodrigues.
Mesmo com um currículo bastante extenso para parâmetros em participação em filmes nacionais, a atriz é mais conhecida por seus papéis hilários e interpretações nas novelas da Tv Globo, onde estreou como Arminda, na primeira versão de “Gabriela”(1975). Seu último papel foi como Dona Violante, a ladra da novela “Aquele Beijo”, na mesma emissora.
Outra perda brasileira foi a do ator, diretor e roteirista Jota Pingo, que faleceu aos 66 anos na noite do dia 1°, em Brasília, devido a uma parada cardíaca. Pingo é pseudônimo de Carlos Augusto de Campos Velho, um dos nomes chaves da cultura brasiliense. Natural de Porto Alegre (RS), ele estava radicado na cidade há mais de 30 anos. Sua participação no cinema ocorreu através do documentário chamado “Rock Brasília”(2011), no qual fala-se como foi a descoberta de Renato Russo na cena musical brasileira. Além disso, ele participava bastante de Festivais de cinema ao redor do país e era um agitador cultural de primeira. O Brasil realmente perde muito com a partida de Pingo.
Na Europa, mais precisamente em Roma, na Itália, o produtor de cinema erótico Riccardo Schicchi morreu, aos 60 anos, por causa de uma complicação da diabetes que sofria, no dia 10. Foi ele quem descobriu as estrelas de filme pornô: Cicciolina, Moana Pozzi e o ator Rocco Siffredi. Schicchi nasceu na Sicília em 1952, era fotógrafo, mas bastou um encontro com a atriz pornô húngara Ilona Staller (Cicciolina), para o mesmo mudar de carreira e se dedicar ao mundo do cinema.
Com a artista húngara fundou em 1983 a agência “Diva Futura”, dedicada a lançar à fama modelos e atrizes no mundo do erotismo, como Moana Pozzi e Jessica Rizzo. Duas curiosidades realmente chamam a atenção em sua carreira: o produtor criou o chamado Partido do Amor, com quatro atrizes pornôs como candidatas ao parlamento – embora em vão, visto que não conseguiu nenhuma cadeira – e, posteriormente, foi condenado, em primeira instância, no ano de 2006, por associação criminosa e instigação à prostituição, sendo detido em 2008 e liberado pouco depois após pagar uma multa de 800 euros pelos mesmos delitos. Nada muito feliz.
Fazendo um balanço geral, o cinema teve muito mais perdas irreparáveis do que novidades que chegaram em 2012. É imprescindível ao cinéfilo ou amante da sétima arte que se tenha paciência e perspicácia para não deixar passar nada aos olhos, mesmo isso sendo quase impossível, quando se trata de criticar – construtivamente ou negativamente – um longa. O importante é saber ser justo, algo praticado na“Chegadas e Partidas”.
Para encerrar a última edição da coluna em 2012, segue abaixo um vídeo da participação de Jota Pingo no documentário citado.
atenção: texto redigido para cinesplendor em 2012
domingo, 30 de dezembro de 2012
A Psique do Autor - Um reflexão do centenário de “A Metamorfose” de Franz Kafka
Nem sempre a natureza humana é apresentada de uma forma boa e compreensível.
Muitas vezes ela chega a ser repulsiva, desprezível, pessimista e até mesmo
desumana em algumas obras literárias e é assim que Franz Kafka (1883-1924) presenteia o
mundo com uma das maiores histórias já lidas pelo homem, A Metamorfose, que em 2012 completa 100 anos. Traz à tona a alma humana, sempre cheia de conflitos existenciais, angústias e preocupações. A obra narra a atormentada história de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante que se vê obrigado a suportar todas as despesas da família, e que certa manhã, ao acordar para o trabalho, constata que se transformou num inseto.
Trecho: "Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto. "
De início, as suas preocupações giram em torno da impossibilidade de cumprir as obrigações profissionais e manter o sustento da família, mas perante a repulsa familiar (com exceção da irmã, que apenas no início, o alimenta), Gregor Samsa inicia um complexo processo interior de metamorfose, que o conduz
a uma análise do seu contexto familiar e social. Em nenhum momento, Samsa se questionou do por quê daquela transformação.No decorrer da narrativa, todos recusam ajudar Samsa, remetendo-o à sua solitária agonia e diante deste cenário, uma nova metamorfose acontece: o pai, a mãe e a irmã voltam a trabalhar e a família decide buscar um futuro onde não existe lugar para o personagem principal, sendo ele na visão da família um monstro repugnante. Em um determinado trecho do livro, o protagonista pensa que a sua morte poderia ser uma alívio par todos, até para si mesmo.
"Esse sacrifício e transformação na própria carne para salvar o outro, mesmo que às vezes sem se dar conta disso, aparece de forma extrema na “Metamorfose”. Assim, podemos nos questionar sobre qual é o real valor do ser humano perante a sociedade e até mesmo perante os seus." (FARINA, 2007)
Alguns críticos afirmam que o livro tem senso autobiográfico e psicológico do autor Franz Kafka, quando trata do pai de Samsa, o qual é rígido, opressor e até mesmo bruto (quando expulsa o filho da sala, atirando maçãs nele). Sabe-se que a relação de Kafka com o pai Hermann Kafka não era das melhores e isso foi tratado também em seu outro livro: "Carta ao Pai" (1919), quando declara que se sentiu profundamente afetado pelo autoritarismo do mesmo.O clássico é uma metáfora sobre o absurdo da condição humana, num espetáculo que explora na narrativa uma visão sombria, porém verdadeira da natureza humana, pois enquanto Samsa que virou um inseto, sente intensamente as ações (possui sentimentos verdadeiramente humanos) a sua família (que "estão" humanos), cada vez mais se tornam desumanos com a condição daquele que os sustentava.
Talvez, também seja possível entender essa metamorfose do homem em animal como uma perda de identidade. Por isso, "A Metamorfose" é um dos clássicos mais fantásticas de Franz Kafka e da literatura do século XX. É uma obra-prima que transpassou um século e continua atormentar e gerar reflexão sobre a natureza humana.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
E Quem precisa de Natal?! O Grinch
“E o Grinch sorria malevolente este malvado e o casaco de papai-noel ele havia criado. O malévolo ria imaginando como seria a travessura que o Grinch aprontaria...”
Sarcástico,
inteligente, emocionante, criativo e com uma belíssima produção orçada em 123
milhões de dólares, O Grinch é um verdadeiro clássico de natal no qual critica
o consumismo natalino sem ser piegas. O filme é baseado no livro infantil de
1957, "Como o Grinch roubou o natal" (Cia das Letras, 2000) de Dr.
Seuss e o diretor Ron Howard (Apollo 13) sabia muito bem o que queria quando
levou a obra para o cinema e apresentou o Jim Carrey no papel principal.
A
história se passa no reino da Quemlândia (Whoville), lugar onde todos têm
adoração pelo Natal, menos uma menininha chamadaCindy (Taylor Momsen) e o
rabugento Grinch (Jim Carrey), uma criatura verde e peluda que vive isolada no
topo de uma montanha. Cindy não compreendia o motivo de toda a festividade e
presentes, já o Grinch possui uma história muito própria para contar e que o
leva a roubar o Natal sem mesmo entender o verdadeirosentido dele.
O
roteiro foi realizado por Jeffrey Price (Uma Cilada Para Roger Rabbitt) para
que deixasse o filme mais atraente a toda família. Algumas situações que não
constavam no livro foram acrescentadas e a sátira aos próprios clichês do
cinema, como a cena onde o Grinch foge de uma explosão, remetendo ao “clássico”Duro
de Matar. Além disso, a direção de arte é fantástica quando apresenta
cores natalinas fortes e sombrias, penteados estranhos, carros que parecem de
brinquedo e os humanos com cara de ratos, um mundo bem inusitado narrado por
nada menos que Anthony Hopkinsou por Antônio Fagundes no Brasil.
A
tentativa do Grinch de evitar que o Natal chegasse ao reino (ele literalmente
tirou tudo que remetia a festa) não deu certo, pois mesmo sem presentes e
decorações, o Natal chegou a Quemlândia. E assim, o Grinch pensou em algo que
ainda não tinha pensado: “Talvez o Natalnão se compre no mercado, talvez o
natal possa ter muito mais significado.”.
Com
o humor e frases rimadas do Dr. Seuss, somado as facetas divertidíssimas de Jim
Carrey, o filme traz, como em qualquer conto natalino a lá Dickens, uma lição de
moral, neste caso questionando o consumismo excessivo e a incompreensão do ser
humano quanto à data,levandoo espectadordas lágrimas ao riso, trazendo sim, o
verdadeiro significado do Natal que chega a qualquer pessoa, indiferente do
credo, da raça e da condição social.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Chegadas e Partidas | Novembro de 2012
Chegadas e Partidas | Novembro de 2012
Uma história que já está um tanto comum nas telas do cinema, acaba de revelar uma promessa para a classe de novos atores. A garota que muda completamente seu comportamento após encontrar uma caixa misteriosa e que transforma a vida de seus pais um inferno é Natasha Calis, de apenas 13 anos. No longa “Possessão” (2012), ela interpreta a possuída Emily Brenek e, como estreante nas telonas, mostra o quanto é corajosa ao aceitar um papel como esse, cheio de mistérios e muito terror em Hollywood. Natasha Calis surpreende em cada cena, o que provavelmente fará com que, em breve, seja possível vê-la sem um espírito maligno em seu corpo.
O divertidíssimo e não menos dramático filme “E agora, aonde vamos?” (2012), da aclamada diretora libanesa Nadine Labaki, traz a bela atriz Claude Baz Moussawbaa interpretando uma das viúvas que transcendem a visão religiosa da sociedade libanesa, castigada pela guerra. Com ousadia e determinação essas mulheres agem de forma um tanto cômica, quebrando a imagem da realidade naquele lugar – eClaude Baz faz jus a sua primeira protagonista!
Na categoria roteirista, Chris Terrio e Joshuah Bearman ganham espaço e visibilidade ao assinarem o roteiro de “Argo” (2012), terceiro filme dirigido por Ben Affleck. O jovem nova-iorquino Terrio é também diretor de cinema, embora não muito conhecido, tendo entre trabalhos anteriores o longa “Por Conta do Destino”, de 2005. Já Bearman é jornalista e escreveu para inúmeras revistas, dentre elas a “Rolling Stone”, na qual trabalha atualmente. Por sinal, vale mencionar que o roteiro deste filme foi adaptado de um artigo deJoshuah sobre uma missão da CIA no Irã.
O cineasta começou a carreira aos cinco anos e logo se enveredou para o campo de ator, que prevaleceu durante a vida toda, sendo sempre lembrado como um dos maiores galãs das telenovelas. Em 1977, morou em Nova York, onde fez um curso de direção, e no ano seguinte, estreou como frontman na novela “Dancin Days”. Posteriormente, assinou a direção de inúmeras novelas, seriados e era responsável por um dos núcleos de programas da TV Globo. Em 2011, Marcos Paulo estreou como diretor de cinema no filme que dividiu bastante a crítica, “Assalto ao Banco Central”. Em uma entrevista na época do lançamento, comentou: “É sempre uma situação de frio na barriga, uma certa insegurança”. O diretor tinha planos de gravar um documentário sobre o deserto do Jalapão e já trabalhava na produção do que seria seu segundo longa como diretor, um filme policial, chamado “Sequestrados”.
Outra perda lamentável foi a do diretor e roteirista José Luis Borau, de 83 anos. Ex-presidente da Academia Espanhola de Cinema e da Sociedade Geral de Autores e Escritores da Espanha (SGAE), após uma longa luta contra um câncer na garganta, faleceu no dia 23, em Madri. José Luis Borau dirigiu clássicos do cinema espanhol como “Tata Mia” (1986), “Furtivos” (1975) e “Hay que matar a B.” (1975). Também deixou sua marca como produtor e roteirista em longas espanhóis como “Un, dos, tres al escondite inglés” (1970), de Iván Zulueta; “Mi querida señorita” (1972), de Jaime de Armiñán; “Camada negra”(1977), de Manuel Gutiérrez Aragón; e “El mono sabio”, de Ray Rivas. Foi ainda distribuidor de filmes, escritor, historiador e professor.
O ator mexicano Fernando Casanova foi outro a falecer, aos 87 anos, devido a um câncer no pulmão. Considerado ícone da era de ouro do cinema mexicano, participou de mais de 170 filmes. Fernando Gutiérrez, seu verdadeiro nome, fez sua estreia em “La vida íntima de Marco Antonio y Cleopatra”, de Marco Antonio, em 1946. Seu último papel foi em “La estampa del escorpión”, de 2007.
Também nos abandonou o eterno Major Nelson da série “Jeannie é um Gênio”, produzida entre 1965 e 1970. Seu intérprete, o ator americano Larry Hagman, faleceu aos 81 anos, no dia 24, em decorrência de um câncer na garganta. Outro papel de destaque em sua carreira foi o vilão J. R. Ewing, na série “Dallas 2.0″, produzida pela TNT. No cinema participou apenas de um filme, “O Barco do Desespero” (1964), no qual contracenou com um então desconhecido e jovem Jack Nicholson.
A última partida desse mês foi da atriz responsável por dar voz aSmurfette na série de animação “The Smurphs” dos anos 80. Lucille Bliss faleceu no dia 8, aos 96 anos, de causas naturais. Sua estreia no cinema foi como Anastasia, na animação da Disney “Cinderela“, de 1950. Nos anos 60, dublou Elroy em “Os Jetsons”, e em 2005 fez uma participação no filme de animação “Robôs”. A atriz não teve filhos e nem se casou.
Como diriam os Smurfs: “Esperança, coragem e principalmente amor, é o que faz de você um vencedor”. No cinema também funciona assim, alguns possuem uma dessas características e são lembrados para sempre na história da sétima arte, outros passam como certas nuvens, sem deixar sinal.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Livros, Homens e Ratos - Manaus e o acesso ao conhecimento negado
Um país
se faz com Homens e livros, mas os ratos estão tomando conta da capital do
Amazonas. Há cinco anos a Biblioteca Pública do Estado do Amazonas está fechada.
A restauração foi orçada em R$2,7 milhões e terminaria em seis meses, mas hoje está sem data para
reabertura. Na mesma situação, encontra-se há quase um ano, a Biblioteca
Pública do Município.
Isso reflete o descaso do poder
público Federal, Estadual e Municipal com o patrimônio arquitetônico e cultural
de Manaus. Para cobrar a reabertura da Biblioteca do Estado, foi organizado um
movimento chamado Abre Biblioteca que
mexeu com as estruturas do poder público e de acordo com Soraia Magalhães,
coordenadora do Movimento: “O que mais prejudica a
população é que as pessoas passam a não poder frequentar esses ambientes, onde
o acesso a informação e a cultura podem representar oportunidades de
transformação social.”
A Secretaria de
Infraestrutura informou que a obra foi concluída e dentre os principais serviços concluídos está a troca completa de
toda a cobertura antiga do prédio por novas telhas de tipologia do século
passado confeccionadas especialmente para atender aos requisitos do prédio
histórico. a acessibilidade foi outra marca da obra, com a recuperação do
elevador, que permitirá que pessoas com necessidades especiais frequentem os
pavimentos superiores do edifício. outra grande adaptação foi o fornecimento e
a instalação de um grupo gerador de 44kva de potencia, além da construção de
uma plataforma metálica independente na cobertura para acomodar os
condensadores de ar, agora do tipo split, e ainda substituição de lâmpadas,
realização de pintura em geral, limpeza das infiltrações e outros reparos de
menor impacto. Mas ainda não há data
prevista para a reabertura.
A respeito da Biblioteca Pública
Municipal a situação é ainda pior, pois as obras nem se quer começaram. A
biblioteca chegava a receber cerca de 3 mil visitas. Infelizmente, quando se
vai ao local agora, encontra-se apenas um aviso no prédio, assinado pelo órgão
responsável da Prefeitura – Manauscult, ressaltando que não tem data de início
das obras de reparos na instalação elétrica, hidráulica e física do espaço. Até
o fechamento desta edição, não houve retorno dos questionamentos enviados
para o mesmo.
Com todo esse descaso o que fica
para se pensar é: Manaus está entregue aos ratos que cheio de doenças, transmitem
a falta de responsabilidade e consciência social, educacional e cultural e isso
faz mal a saúde mental do manauara. Certa
vez, os membros do Abre Biblioteca fizeram uma pesquisa em frente à mesma perguntando
às pessoas que estavam por ali: ‘O que é isso aí?’. A maioria não soube
responder, ou seja, não reconheciam aquele local como referência para a cultura
e mesmo história da cidade. Realmente, chega-se a conclusão de que o conhecimento está
sendo negado pelas autoridades.
***Texto produzido por mim para Jornal Laboratório: Contexto, modificado levemente para o Primeiras Impressões.
domingo, 25 de novembro de 2012
Síndrome da Era de Ouro
Como
seria bom viver na época dos grandes clássicos do cinema, quando ainda se
produzia filmes em preto e branco e os atores eram artistas por excelência; a
música, a história, os diálogos, tudo era uma verdadeira Obra-de-arte. Não é
difícil imaginar o quanto isso faz falta na vida de uma garota que adora o
passado e praticamente o revive quase todos os dias desde os 12 anos.
Cinema
é viver no passado e pensar no futuro. Chaplin, Leigh, Gable, Barbra, Audrey,
Bogart, Ferrer, Peck, Bergman, Astaire, Allen e tantos outros são o meu vínculo
com a sétima arte. Posso dizer que os filmes que assisti desses artistas, me
trouxeram uma nova visão de mundo, pois foi preciso senti-los e não apenas
observá-los. Neles há uma necessidade incontrolável de vivenciar aquela
realidade ou mesmo apenas uma cena, que muitas vezes é mais parecida com a vida
do que se imagina.
Acima
de qualquer outro, preciso citar três obras-primas as quais sempre me emocionam
bastante. E o vento levou é a primeira
delas, considerado o clássico de todos os tempos, lembra a história da minha
família, cuja heroína, ou melhor, anti-heroína, Scarlett O’Hara é praticamente
a minha avó. O segundo é Funny Girl, da Barbra Streisand, com belas canções,
que me remetem aos grandes musicais da Broadway e diálogos dramáticos que tanto
me fascinam e por último, Bonequinha de Luxo, com Audrey Hepburn, no qual há toda
uma sutileza na trama, mostrando a fuga da realidade da protagonista.
Mesmo
os clássicos regendo essa vida que vos fala, não devo me esquecer dos demais, nem
tão antigos e nem tão recentes, como os filmes dirigidos pelo Tim Burton, Peter
Jackson, Scorsese, Ang Lee, além dos roteiros do Charlie
Kaufman. Lembrando também das inesquecíveis aventuras e batalhas que marcaram a
minha infância como: De volta para futuro, Karatê Kid e Guerra nas Estrelas,
este último até me rendeu um prêmio de melhor Crônica em Jornalismo Opinativo,
no Intercom em 2012.
Além
disso, outra coisa me encanta e conecta a essa arte: a transposição da Literatura
para as telonas, como por exemplo, os filmes baseados nas obras da escritora
inglesa Jane Austen (represento a JASBRA - Jane Austen Sociedade do Brasil no
Amazonas), Shakespeare, Oscar Wilde, Machado de Assis, entre outros.
Para
se classificar um filme, nem sempre é necessário ser um profundo conhecedor do
audiovisual, mas cursei duas disciplinas de Cinema e Literatura Francesa, nas
quais aprendi o essencial sobre esses filmes. No meu blog “Primeiras Impressões”,
onde escrevo sobre tudo, desde Literatura até pensamentos do dia-a-dia, tem uma
resenha do filme “O ano passado em Marienbad”, clássico de Resnais e roteiro de
Allan Robbe-Grillet que exemplifica muito bem a minha
relação com os clássicos franceses.
A
questão nostálgica de querer viver num tempo, que não é o seu, realmente é o
que mais me seduz no cinema. Essa contemplação dos filmes na minha vida funciona
de uma forma simples, dinâmica e ao mesmo tempo genial, repleta de romances,
aventuras e literalmente, clássicos. É quase inexplicável a magia que tenho com
eles: Faz parte de mim, do que eu sou e do que eu quero.
*Esse texto foi produzido para meu ingresso num site de cinema, espero que gostem.
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